PF

Welly, welly, welly, welly, welly, welly, well...

apenasdesabafoss:

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De: eu
Para: precisamente todo mundo que me conhece
neckkiss:
“RIGHT?
”
neckkiss:
“via weheartit
”

peachpartime-deactivated2022072:

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No sentido literal gnt, por favor kapsdoaksdop

Esse perfil está mto passional.

TAG. TAB.

Fico com vontade de comentar a respeito disso de uma forma anônima, apenas falando da minha vivência pessoal em forma de desabafo, mas as vezes a internet me assusta, sabe?
Não quero que soe pejorativo pra quem vivencia isso de outra forma, mas eu acho incrível - num sentido ruim. O sofrimento é um espectro que paira no ambiente.

Numa noite você está ansioso e toma algumas gotas da medicação SOS. Parece razoável. Não identifica uma causa específica, mas há algumas suspeitas.
Ainda que eu esteja tentando fingir que está tudo bem, é um novo episódio. Foram meses sem precisar dessa medicação, e agora nem sei ao certo por que motivo estou ansiosa.

Em outra noite, você está com os amigos. Em tese, poderia estar até menos ansiosa. Poderia estar se.. (ruflam os tambores para a famigerada palavra) “distraindo”. “Descansando a mente”. “Desbitolando”. Era pra estar tudo bem.
Novamente, estou fingindo. A suspeita estava errada. Algumas causas possíveis já foram excluídas aqui no diagnóstico diferencial.


Um gatilho a menos, em teoria. Você chega em casa e não dorme.
Todos dormem.
Você não dorme.
E então, quando as pessoas acordam e saem, lutam pelo que acreditam, buscam realizar metas ou algo assim, afinal. Nessa hora, precisamente nesse processo, eu vou estar dormindo.
E vou acordar. 
E vou dormir de novo, mesmo sem sono, sem necessidade, até porque o próprio dormir não foi tão reparador. Talvez eu só esteja tentando não pensar, de novo.
Vou me convencer de que a causa disso é alguma intercorrência recente. Algum desagrado amoroso. Qualquer besteira.

Fim de outro dia. Já era de se esperar que dormir não seria tão fácil agora. Foram horas dormindo durante o dia. Pouquíssima exposição à luz natural. Nada novo sob o sol (hehe, literalmente).

Depois de analisar tudo, você chega à incrível e esperada conclusão de que é ela. Mais uma vez, é ela. Parecia que estava tudo bem, foi um tempo considerável de estabilidade. Agora já não há mais como negar, temos uma nova crise. Tudo parece instantaneamente tão óbvio. A chave vira e os sinais anteriores parecem triviais, de tão evidentes. O apetite havia sumido há dias. O emagrecimento era visível. As tarefas estavam acumuladas. A bagunça do quarto e do banheiro são um fato. Já era isso há semanas. As distrações funcionaram até bem, por alguns dias. O cabelo estava hidratado. As roupas caíam bem. Você parecia bonita. Nem mesmo o amigo mais próximo ou o conhecido mais atencioso perceberiam. Nem você percebeu. A consulta com o psiquiatra foi tão satisfatória e esclarecedora. Não parecia que uma recaída estava tão próxima. Não parecia ter começado. Não parecia já estar aqui.

Eu realmente não percebi. Há outra coisa que estou me negando a aceitar, agora? Provavelmente. Talvez nem seja necessário citar. A astenia já está aqui há alguns dias, também. O interesse nos hobbies favoritos não é mais o mesmo. O comportamento autodestrutivo é inegável. Desamparo e vazio passam pela mente. O carinho dos pais foi tão especial, hoje. Têm sido, nos últimos dias. Eles nem desconfiavam. Você nem desconfiava. Eu não desconfiei. Mas um quadro tão clássico, não?

Tomar as medicações diárias. Tentar melhorar a higiene do sono. Falhar ao tentar melhorar a higiene do sono. Cogitar virar a noite para evitar possíveis furos em programas que já estavam marcados. Alimentar distrações. Preciso arrumar a casa. Preciso tirar uma foto para o sistema da faculdade. Preciso estudar os conteúdos da semana. Tudo está passando tão rápido, mas ao mesmo tempo há algo maçante aqui dentro. Patológico? Talvez. Me parece, mas não há pessoa mais parcial que eu para suspeitar disso.



Me parece banal colocar tags aqui. Vou colocar. Não é possível que esse site tenha mudado tanto. Definitivamente, a única rede social com mais desconhecidos e quase nenhum conhecido. É isso.
Entre vocês, desconhecidos, não precisa ficar anônimo, sinceramente.


N M V Rosa.

roserosette:
“The Divine Nymph, 1975, Giuseppe Patroni Griffi
”
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